quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Falke Bier é escolhida "Cervejaria do Ano na América Latina" pelo blog canadense "World of Beer"

Post Olhando para trás # 6: cervejaria latino-americana do ano
(Esta é o quarto de vários posts, detalhando o que eu achei serem as melhores cervejarias do ano de 2011 em várias regiões. Observe que não há uma ciência que explique as escolhas que fiz, apenas meu próprio raciocínio altamente subjetivo como detalhado em cada post. Você pode encontrar minha escolha da cervejaria do ano em Ontário aqui, cervejaria do ano no Canadá aqui e dos Estados Unidos aqui .)
No ano passado eu tive o privilégio de me familiarizar com muitas fábricas de cerveja do Brasil, Argentina, Chile e em outros lugares na América Latina, o que fez decidir sobre esta honraria uma tarefa dificílima. Sem dúvida, existem vários candidato merecedores produzindo ótimas cervejas em condições de mercado difíceis, como a Cervejaria Colorado, Cervejaria Bamberg e Bodebrown Cervejaria e Escola no Brasil; Cerveza Jerome, Cerveza Zeppelin e Cerveza Artesanal Antares na Argentina; Cervejaria Kross, Szot Microbrewery e cervejas Tübinger no Chile; Costa Rica Brewing Company, bem, na Costa Rica e na cervejaria Minerva e cervejaria Primus no México. Mas como revisei minhas notas e impressões, destacou-se uma cervejaria.
Minha escolha para cervejaria latino-americana do ano de 2011 é a Falke Bier.
As cervejas do cervejeiro e proprietário Marco Falcone chamaram minha atenção no momento que eu provei pela primeira vez sua Estrada Real IPA, que imaginei mais semelhante a uma ESB, mas ainda assim gostei tremendamente. Então eu tive a chance de almoçar com Falcone e provei outras de suas cervejas, incluindo a Ouro Preto, uma schwarzbier para a qual ele torra os grãos-se em uma torrefadora de café, a elegante Falke Bier Pilsen e a tentativa de Falcone de fazer uma tripel, de nome Monasterium, que é um deleite frutado e com especiarias que, na minha opinião, está aquém do estilo proposto, mas continua a ser uma bebida muito atraente.
No entanto, o que me convenceu finalmente, foi degustar sua Vivre pour Vivre em Buenos Aires alguns meses mais tarde. Levemente ácida e refrescante, esta ale passa por longo envelhecimento, exposição à cultura de lactobacillus e uma fermentação final com frutas nativas do Brasil chamadas jabuticabas, resultando em uma cerveja de um apetitoso frutado de especiarias e grande personalidade. Eu li que ela era o produto original de um uma cerveja que deu errado, que eu ainda tenho que confirmar com Falcone, mas mesmo que fosse, sua correção foi maravilhosa, e a razão suficiente para colocar a Falke no topo como minha cervejaria do ano para a América Latina...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

2o. Slow Filme - Festival Internacional de Cinema e Alimentação


2º SLOW FILME


FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO


PIRENÓPOLIS – 15 A 18 DE SETEMBRO DE 2011. ENTRADA FRANCA.





Segunda edição do Festival abre espaço para o Slow Bier e para o sabor do queijo mineiro



*A produção de cerveja artesanal no Brasil é tema de filme, palestra com o mestre cervejeiro Marco Falcone, proprietário da cervejaria Falke Bier, e degustação



*O cineasta Helvécio Ratton conversa com o público após exibição do inédito O mineiro e o queijo



*Exibição de 18 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens de ficção e documentário de países como Irã, Índia, Itália, França, Líbia, EUA, Chile e Hungria



* Palestra sobre turismo gastronômico com o cineasta, escritor chef, e apresentador do programa Trilhas do Sabor, Rusty Marcellini, com exibição do curta Mercearia Paraopeba



*Restaurantes da cidade criam pratos exclusivos inspirados no Slow Filme



Depois de provar que até terras mais áridas como o sertão brasileiro é capaz de produzir vinho de excelente qualidade, os produtores brasileiros jogam por terra mais uma máxima: a de que só o oeste europeu consegue fazer a boa cerveja. É isso o que vai ficar provado durante a segunda edição do SLOW FILME – Festival Internacional de Cinema e Alimentação, evento patrocinado pela Petrobras e realizado em Pirenópolis, Goiás, entre 15 a 18 de setembro. Uma das atrações do festival será a exibição de dois filmes que tratam da produção artesanal de cerveja no Brasil, acompanhada de palestra com o célebre mestre cervejeiro Marco Falcone (proprietário da Cervejaria Falke Bier, de Ribeirão das Neves, Minas Gerais) e degustação de cervejas fabricadas em pequena escala. SLOW FILME acontece de quinta a domingo, no Cine Pireneus. Entrada franca. A abertura oficial, na quinta-feira, dia 15, às 20h, terá sessão dupla com os curtas Mulheres da Terra, de Márcia Paraíso, e A Horta do Seu Geraldo, de Fernando Brito.



Mas não só a bebida à base de cevada dará o tom da edição 2011 do festival que alia cinema e gastronomia, sob o conceito da sustentabilidade. O grande cineasta mineiro Helvécio Ratton fará, durante o evento, a pré-estreia de seu filme O mineiro e o queijo, que lança luz sobre a fabricação, consumo e distribuição do famoso queijo mineiro – em especial aquele fabricado na Serra da Canastra, na região do Serro e do Alto Parnaíba, em pequenas fábricas familiares. Ratton conversará com a plateia após a projeção do longa e o público será convidado a degustar exemplares de queijos de Minas Gerais como os fabricados em Cruzília, Serra do Salitre e Serro.



E na tarde de domingo, os espectadores terão a oportunidade de conhecer o curioso método de funcionamento da Mercearia Paraopeba, da cidade de Itabirito, a aproximadamente 60 km de BH, que aposta em várias moedas, entre elas o escambo e a confiança. Um filme sobre o local, dirigido por Rusty Marcellini, vai ser exibido na sessão das 15h, acompanhado de um vídeo também do cineasta, que registra as festas e quitutes mineiros. Depois da exibição, o próprio Marcellini conversa com a platéia.



O FESTIVAL



A segunda edição do festival de perfil único no Brasil está ainda mais diversa. Sob curadoria do professor de cinema, crítico e cineasta Sérgio Moriconi, serão exibidos 18 filmes, entre longas, médias e curtas de ficção e documentário, de diferentes países. São produções do Brasil, Itália, França, Irã, Líbia, Suécia, Hungria, Índia, Chile e Estados Unidos que poderão ser vistas ao longo de quatro dias de programação.



Além das sessões realizadas no Cine Pireneus, SLOW FILME propõe um programa de atividades paralelas, que complementam o conceito do festival. Serão oferecidas visitas a fazendas de agricultura orgânica, a pequenas fábricas de produção familiar, conversas com especialistas e produtores e muito mais. Vários restaurantes da cidade também se integram ao evento, criando pratos exclusivos, como é o caso do Le Bistrot, da chef Márcia Pinchemel, e Montserrat, comandado por Juan Pratginestos.



 O festival é uma realização da Prefeitura de Pirenópolis e da Objeto Sim Projetos Culturais e conta com a parceria dos convivia Pirenópolis, Cerrado e Campo Lindo, ligados ao Slow Food, sob a coordenação da antropóloga e produtora rural  Kátia Karam. O evento tem o apoio da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira e da Secretaria de Cultura de Pirenópolis da Arca das Letras, Secretaria de Reordenamento Agrário e Ministério do Desenvolvimento Agrário. Patrocínio Petrobras.



SLOW BIER



Nesta segunda edição, um dos focos será o movimento Slow Bier, criado em 1990, na Alemanha, propondo o prazer de tomar uma cerveja produzida no processo lento e artesanal. Um dos representantes brasileiros do movimento, Marco Falcone, proprietário de uma das mais conceituadas marcas de cerveja artesanal brasileira, a Falke Bier, vai conversar com a plateia após a exibição de Cerveja Falada – de Guto Lima, Demétrio Panarotto e Luiz Henrique Cudo –, que mostra a história de Rupprecht Loeffler, o mais antigo mestre cervejeiro do país. O diretor Luiz Henrique Cudo também estará presente à sessão.



Falcone promete apresentar um panorama da produção de cerveja artesanal no Brasil, especialmente em Minas Gerais, onde a supremacia da fabricação de cachaça está caindo em nome da cerveja. Cervejeiros que produzem sua cerveja na panela do fogão de casa (homebrewers) e produtores que investiram em microcervejarias (microbrewers) produzem, por ano, 6,2 milhões de litros de cerveja tipicamente mineira. Este volume é quase todo consumido no próprio estado. As cervejas são preparadas em pequena escala, seguindo receitas diferenciadas, com aromas e paladares sofisticados. Ao final da conversa com Marco Falcone, será oferecida degustação de algumas marcas de cerveja artesanal brasileira.



QUEIJO DE MINAS



Dentre as produções brasileiras, destaque para O mineiro e o queijo, novo filme do premiado diretor mineiro Helvécio Ratton, responsável por sucessos como A Dança dos Bonecos, Amor & Cia, O Menino Maluquinho e vários outros filmes. Ratton estará presente no evento, para falar um pouco sobre cinema e sobre sua paixão pelo queijo de Minas.



Para rodar O mineiro e o queijo, Helvécio Ratton circulou pelas regiões do Serro, da Serra da Canastra e do Alto Parnaíba, visitando locais onde o queijo ainda é produzido de forma artesanal, segundo as mais antigas tradições – os primeiros indícios da fabricação de queijo em Minas Gerais datam do século XVIII. Hoje, o queijo Minas é produzido por cerca de 30 mil famílias, mas a tendência é que a produção caia, já que os jovens não demonstram interesse em seguir a tradição, porque não dá muito lucro. O público será convidado, depois da conversa com o diretor, a degustar exemplares de queijos produzidos em Minas Gerais.



PROGRAMAÇÃO INÉDITA



 SLOW FILME exibirá, em primeira mão, o documentário A Horta do Seu Geraldo, que apresenta um personagem da cidade de Pirenópolis ligado à agricultura orgânica – conhecer de perto sua horta é uma das atividades paralelas propostas pelo evento.  O filme que acaba de ser finalizado será exibido na noite de abertura, ao lado de outro documentário, Mulheres da Terra, de Márcia Paraíso, que demonstra a consciência ecológica que existe entre as mulheres camponesas de Santa Catarina.



A grande maioria dos títulos da programação é inédita no Brasil, como o curta de ficção O que traz a chuva, do Chile, e o longa, também de ficção, Onde o Vento faz a Curva, da Itália, premiados no Slow Food on Film em 2008, e o comovente documentário Seja água, meu amigo, co-produção da Itália e Uzbequistão que fala das consequências das transformações ambientais sobre a vida de pescadores do mar Aral. Há ainda produções premiadíssimas internacionalmente e nunca mostradas no Brasil, como o curta Meatrix, que projetou o diretor Louis Fox, ou o húngaro O Jantar, de Karchi Perlmann, menção honrosa no Festival de Veneza e vencedor de diversos festivais, como o Palm Springs International Short Festival, nos Estados Unidos.



SLOW FILME é um festival diferente de todos os que existem no Brasil. Além de exibir filmes de grande qualidade estética, tem por objetivo afirmar princípios como o da sustentabilidade, do respeito ao meio ambiente e do resgate cultural. O evento é inspirado no Slow Food on Film, festival realizado anualmente em Bologna, na Itália, reunindo produções de todo o mundo, que tratam de temas ligados aos conceitos do Slow Food. Segundo o movimento, o alimento deve ser bom, limpo e justo - bom no sabor, limpo na forma de cultivar (sem prejudicar a saúde, o meio ambiente ou os animais) e justo no retorno dado aos produtores por seu trabalho. Para o movimento Slow Food, é preciso defender a herança culinária, as tradições e culturas. Fazer uma conexão entre o prato e o planeta.



PROGRAMAÇÃO



Quinta, 15.09

20h – Abertura oficial com exibição dos curtas-metragens Mulheres da Terra, de Márcia Paraíso, e A Hora do Seu Geraldo, de Fernando Brito, com a presença da cineasta Márcia paraíso e do agricultor Geraldo Veiga.



Sexta, 16.09

15h30 – Programa 1: O que traz a chuva; Seja água, meu amigo; O jantar; Gato e Rato (78’)

18hSoluções locais para a desordem global (113’)

20h30 – Histórias da Cerveja em Santa Catarina (26’) e Cerveja Falada (15’). A sessão será apresentada pelo cineasta Luiz Henrique Cudo, seguida de conversa com o mestre cervejeiro Marco Falcone e degustação de cervejas artesanais.



Sábado, 17.09

15h – As Mulheres de Zeri (50’)

16h – Onde o vento faz a curva (110’)

18h30 – Programa 2: O pão nosso de cada dia; O Dia do Santo Banquete; Comida em memória dos mortos; Meatrix, Comida, sempre comida (101’)

20h30 – O mineiro e o queijo (70’)

Sessão seguida de conversa com o cineasta Helvécio Ratton e degustação de queijos tradicionais fabricados em Minas Gerais



Domingo, 18.09

15h – Exibição do curta Mercearia Paraopeba (7’) e de um clip do programa Trilhas do Sabor (14’), veiculado semanalmente pela Rede Minas.

Sessão seguida de palestra sobre turismo gastronômico com o cineasta Rusty Marcellini

16h – Milkbar – Cantina polonesa (50’)

17h – Programa 1 (94’)

19h Fruta do deserto: as tâmaras de Al Jufrah; Mulheres da Terra; A Horta do Seu Geraldo (68’)



SINOPSES



A HORTA DO SEU GERALDO

Documentário

Brasil, 2011, 12 min, cor

Direção: Fernando Brito

A história do “Seu Geraldo”, um garimpeiro que decide voltar às suas origens e cultivar a terra, parece simples à primeira vista. Mas sua busca pessoal de reunir sua família, prover seu sustento e alimento, numa propriedade como tantas outras do interior do Cerrado vai reunir personagens inusitados, alguns que literalmente vem de outros continentes buscar aqui a sabedoria da terra, em volta deste homem tão especial.

Roteirista e diretor de cinema e televisão, Fernando Brito dirige documentários para a TV Câmara. Estudou na UnB, UPIS e IESB e lançou recentemente o curta Bolo de Arroz.





AS MULHERES DE ZERI (LE DONNE DI ZERI)

Documentário

Itália, 2008, 52 min, cor

Direção: Walter Bencini

A história do árduo trabalho e do compromisso de uma comunidade de jovens mulheres de Lunigiana, na Itália, que passaram a executar o trabalho de seus avós, criando uma raça específica de ovelhas que há alguns anos estava praticamente extinta. A comunidade prosperou em desenvolver uma economia de pequena escala, defendendo a biodiversidade e a dignidade do ambiente rural, ao mesmo tempo em que conseguiu preservar as tradições locais.

Produtor, diretor, diretor de fotografia e editor de filmes, o italiano Walter Bencini frequentemente trabalha para a Slow Food Foundation. Esta relação tem influenciado suas mais recentes produções, que pregam a ética no processo de produção de alimentos.





CERVEJA FALADA

Documentário

Brasil, 2010, 15 min, cor

Direção: Guto Lima, Demétrio Panarotto e Luiz Henrique Cudo

Uma vida dedicada à paixão pelo trabalho e à manutenção de uma tradição familiar. O documentário do catarinense Guto Lima retrata a história de Rupprecht Loeffler, o mais antigo mestre cervejeiro do país que, ao longo de 93 anos de vida, além de produzir a bebida artesanalmente em Canoinhas (SC), testemunhou boa parte da história do século 20.

Formado em Jornalismo, Guto Lima atua há mais de dez anos em audiovisual, tendo realizado as mais diversas funções, com foco na Direção de Produção e Produção Executiva. Luiz Henrique Cudo é ator, com várias passagens pelo teatro, cinema e televisão. E Demétrio Panarotto é mestre em Teoria Literária pela UFSC, professor de literatura e de cinema, autor, músico e compositor.





COMIDA EM MEMÓRIA DOS MORTOS (NDIE ZOT: CIBO IN MEMORIA DEI MORTI)

Documentário

Itália, 2008, 25min, cor

Direção: Pietro Silvestri

Uma comunidade albanesa do vilarejo de San Demetrio Corone, sul da Itália, manteve-se isolada por 500 anos. Entre as tradições preservadas está a Festa dos Mortos. Diz a lenda que, durante o carnaval, Deus permite que os mortos voltem para casa por uma semana. É neste período que os moradores de San Demetrio Corone vão ao cemitério. Trazendo um banquete, batem três vezes no portão, chamando pelos que já se foram. Ao pé das tumbas, desfrutam de uma suntuosa refeição.

Pietro Silvestri é documentarista independente, diretor teatral e videoartista. Trabalhou durante muitos anos na Índia, seguindo o grupo de músicos nômades Bauls of Bengal e fazendo documentários antropológicos, premiados internacionalmente, para a RAI e outras instituições.





COMIDA, SEMPRE COMIDA! (ALWAYS FOOD)

Documentário

Índia/Alemanha, 2010, Cor, 44min

Direção: Antje Christ

Eles acordam ao raiar do dia para preparar a comida que vai alimentar milhões de pessoas todos os dias. São os vendedores de rua da Índia, que precisam lutar para garantir seu sustento. Mas o que para eles é uma questão de vida ou morte, para as autoridades transformou-se em problema: querem as lanchonetes de rua fora do caminho para dar lugar a novos sabores e uma nova forma de viver. O protagonista dessa história é Ganesh Rao, que migrou para Hyderabad para estudar, mas, para sustentar a família, prepara pratos típicos e os vende na rua, enquanto o país mergulha fundo na era da globalização.

Documentarista experiente, a alemã Antje Christ vem produzindo, nos últimos 15 anos, uma coleção de filmes retratando a cultura de diversos países como Vietnã, Sri Lanka, Islândia e Cabo Verde. Ultimamente, vem focando seu trabalho em questões relacionadas ao impacto da globalização.





FRUTA DO DESERTO: AS TÂMARAS DE AL JUFRAH (DESERT FRUIT: THE DATES OF AL JUFRAH)

Documentário

Líbia, 2010, 31 min, cor

Direção: Walter Bencini

Uma jornada ao coração da Líbia pelas antigas rotas da terra na qual fazendeiros cultivam 400 variedades de tâmaras. Uma riqueza forjada na cultura e nas tradições locais: língua, religião, arquitetura e gastronomia.

O diretor Walter Bencini começou sua carreira como documentarista na década de 90. Como diretor de fotografia, trabalhou para diversas redes de televisão, entre elas a Rai.





GATO E RATO (MOUSH VA GORBE)

Documentário

Irã, 2008, 26 min, cor

Direção: Bijan Zamanpira

Um grupo de crianças passa o dia pela vizinhança recolhendo restos de pão para revender e ganhar alguns trocados. Os farelos são então reutilizados pela indústria na composição de diversos alimentos.

Vencedor de 67 prêmios cinematográficos, o diretor iraniano Bijan Zamanpira começou a trabalhar no cinema há menos de dez anos. Neste período, já dirigiu 11 curtas-metragens.





HISTÓRIAS DA CERVEJA EM SANTA CATARINA

Documentário

Brasil, 2007, 29 min, cor

Direção: Andreas Peter

Produzido para o projeto “Santa Catarina em Cena”, da RBS/TV, foi exibido em duas partes em 2007. Desde a chegada dos colonizadores, quando a cerveja era produzida artesanalmente e o hábito passava de pai para filho, aos dias atuais, a cerveja sempre esteve presente na cultura do estado catarinense. Este documentário mostra histórias curiosas e aponta um novo cenário, onde as micro cervejarias mantêm vivas histórias e hábitos.

A partir deste documentário surgiu a ideia de realizar um filme exclusivamente sobre Rupprecht Loeffler e a Cervejaria Canoinhense, lançado sob o título de Cerveja Falada.





MEATRIX

Animação

EUA, 2003, 4min, cor

Direção: Louis Fox

Em uma sátira ao clássico da ficção científica Matrix, Leo, um porco de uma pequena fazenda familiar, é chamado por um touro antropomórfico, Moopheus, que mostra a ele que a fazenda em que ele vive e conhece é uma ilusão e que ele está realmente sob domínio de uma terrível "fazenda industrial". O objetivo da animação é, assim como a sua continuação The Meatrix II: Revolting, fazer com que os consumidores utilizem apenas alimentos orgânicos e carne caipira.

Roteirista e diretor de diversas animações e produções de vídeo, com The Meatrix, Louis Fox conquistou vários prêmios em festivais internacionais. Co-fundador do Free Range Studios, ele gosta particularmente de dublar as vozes de personagens de suas animações.





MERCEARIA PARAOPEBA

Documentário

Brasil, 2010, 7 min, cor

Direção: Rusty Marcellini

A história de um armazém de secos e molhados, situado em Itabirito, Minas Gerais, que resgata tradições e a simplicidade das mercearias do passado. Seu José e o filho Roninho administram o local seguindo o modelo de seus antepassados, comercializando produtos da região, aceitando a moeda da troca como pagamento, anotando compras num velho caderninho, sempre com muita paixão e respeito pelos semelhantes.

Mineiro de Belo Horizonte, Rusty Marcellini é cineasta, fotógrafo, chef de cozinha, colunista de gastronomia, autor da série de livros Caminhos do Sabor, que percorre as tradições culinárias mineiras e apresentador do programa Trilhas do Sabor, exibido semanalmente pela Rede Minas.





MILKBAR - CANTINA POLONESA (MILKBAR)

Documentário

Suécia, 2007, 50 min, cor

Direção: Terese Mörnvik e Ewa Einhorn

Um bar que serve comida tradicional. Os preços são baixos e os fregueses são muitos. Na Polônia, dos 25 mil milkbars que existiam, restam apenas 140. Um deles, o Bar Bywalec, é administrado por duas senhoras turronas – Danuta Dzius e Dzitka Monasterska. Lá, como antigamente, sem-teto dividem mesa com famílias de classe média ou com operários. Danuta e Dzitka querem reformar o bar, mas os custos são altos. Será que esse ícone do passado comunista sobreviverá? Muitos acreditam que os milkbars estão com os dias contados.

Terese Mörnvik e Ewa Einhorn são realizadoras suecas. Terese Mörnvik estudou documentário, graduou-se em 2001 e desde então, já assinou quatro curtas e o média Milbar. Ewa Einhorn mora em Berlim, estudou em Viena e trabalha também com animação.





MULHERES DA TERRA

Documentário

Brasil, 2010, 25 min, cor

Direção: Márcia Paraíso

Produzido pela Plural Filmes, o filme foi duplamente premiado no 2º Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba, em Santa Catarina. Conta histórias de vida de mulheres que, com suas mãos, cuidam da terra e são cuidadas por ela. As entrevistas foram captadas no interior dos municípios de Marema, Mondaí, São Miguel do Oeste, Chapecó, Anchieta e Palmitos, entre mulheres que integram o Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina.

Co-fundadora da produtora Plural Filmes, Márcia Paraíso é roteirista, diretora e produtora. No currículo, o longa Sambando nas brasas, morou? e várias produções documentais.





O DIA DO SANTO BANQUETE (LA SAINT FESTIN)

Animação

França, 2007, 15min, cor

Direção: Anne Laure Daffis e Leo Marchand

Viva! Amanhã é dia 40 de novembro! Dia do santo banquete, a grande celebração dos ogros... então, se você ainda não tiver apanhado uma criança, apresse-se! E boa caçada! Nesta criativa animação, os diretores Daffis e Marchand utilizam desenhos simples inventivamente mesclados a imagens antigas para contar a história dos ogros que se alimentam de criancinhas nesse dia tão especial.

Diplomados na Universidade Pantheón-Sorbonne, Anne Laure e Leo Marchand começaram a trabalhar juntos publicando um livro, Un bon peu e seguiram em parceria no cinema. Dirigiram curtas, documentários, até chegar ao formato da animação, que os consagrou.





O JANTAR (VACSORA)

Ficção

Hungria, 2008, 26min, cor

Direção: Karchi Perlmann

Uma pequena família de agricultores húngaros diante da crise de setembro de 2006. Mal começa o dia e um dos filhos, sozinho no chiqueiro de porcos, escorrega, cai e fica inconsciente. A cidade desperta, o comércio abre, mas ninguém percebe o que aconteceu. O rádio traz informações do mundo lá fora, ecoando a vibração política e cultural do país. O dia termina, o sol se põe e a história também se desenrola, mas não sem uma grande ironia do destino.

Premiado em diversos países, o filme recebeu menção honrosa no Festival de Veneza e foi o grande vencedor do Palm Springs International Short Festival, nos Estados Unidos.





O MINEIRO E O QUEIJO

Documentário

Brasil, 2011, 70 min, cor

Direção: Helvécio Ratton

Documentário inédito revela as sutilezas da produção do queijo artesanal feito de acordo com a receita trazida por portugueses da Serra da Estrela durante o Ciclo do Ouro. Helvécio Ratton traz à tona o debate sobre as dificuldades enfrentadas por seus produtores, na Serra da Canastra, na região do Serro, próxima ao Vale do Jequitinhonha, e no Alto Paranaíba, área na divisa entre Minas e Goiás.

Produtor e diretor, Helvécio Ratton é um dos grandes nomes do cinema brasileiro. Mineiro, teve seu longa de estréia, A Dança dos Bonecos, premiado em todos os grandes festivais nacionais e também no exterior. Como diretor assina dez longas-metragens.





O PÃO NOSSO DE CADA DIA (NOSSO PÃO CAPITAL)

Documentário

França/Senegal, 2008, 13 min, cor

Direção: Elhadj Magori Sani

Nas ruas da ilha Saint Louis, Senegal, o diretor Elhadj Magori Sani documentou, quase sem usar palavras, a cadeia alimentar do pão – da produção à distribuição e do consumo imediato ao mercado negro que sustenta a mendicância de crianças que, nas ruas, pedem o alimento como esmola para mais tarde revendê-lo.

Antes de se dedicar ao cinema, o jovem cineasta nigeriano Elhadj Magori Sani trabalhou para vários jornais da França e da Nigéria. Seu segundo documentário, Pour le meilleur et pour l'oignon, recebeu o Prêmio Jean Rouch do Forum Africano do Filme Documentário, em 2008, e foi exibido na mostra Cinema do Mundo, do Festival de Cannes.





O QUE TRAZ A CHUVA (LO QUE TRAE LA LLUVIA)

Ficção

Chile, 2006, 14 min, cor

Direção: Alejandro Fernández

Um dia no campo. O velho fazendeiro limpa a lama enquanto sua mulher faz queijo para vender na beira da estrada. O tempo parece ter parado para eles, até que o casal recebe a visita de seu neto. Como num passe de mágica, surgem refrigerante, biscoitos e a televisão. Impressões de uma vida de sacrifício que em algum tempo poderá não mais existir.

O que traz a chuva foi o grande vencedor da categoria curta-metragem no Festival Slow Food on Film de 2008.





ONDE O VENTO FAZ A CURVA (IL VENTO FA IL SUO GIRO)

Ficção

Itália, 2005, 110 min, cor

Direção : Giorgio Diritti

Escolhido melhor longa-metragem da edição 2008 do Festival Slow Food on Film, Onde o vento faz a curva se passa em Chersogno, uma vila nos Alpes italianos que se mantém graças ao turismo de verão. A essa pequena comunidade chega um pastor francês, para montar um pequeno negócio de queijos. Sua chegada parece sugerir a possibilidade de uma nova vida para o vilarejo. Mas, pouco a pouco, rumores e ciúme complicam a situação.

Primeiro longa-metragem dirigido por Giorgio Diritti. Nascido em Bologna, trabalhou com Federico Fellini, Carlo Lizzani, Marco Ferreri e Pupi Avati.





SEJA ÁGUA, MEU AMIGO (BE WATER, MY FRIEND)

Documentário

Itália/Uzbequistão, 2009, 12 min, cor

Direção: Antônio Martino

Hoje não é o que foi ontem nem será amanhã. A frase cerca a resignação dos antigos pescadores de Muynag, um pequeno vilarejo onde uma vez havia bancos do mar Aral. Praticamente uma cidade-fantasma, seus habitantes são vítimas de um interminável problema ambiental que os tem atingido por muitos anos.

Antônio Martino é um diretor independente que vem realizando documentários sobre a complexa relação entre o homem e a natureza.





SOLUÇÕES LOCAIS PARA A DESORDEM GLOBAL (THINK GLOBAL, ACT RURAL)

Documentário

França, 2009, 113 min, cor

Direção: Coline Serrau

Durante três anos, a diretora Coline Serrau viajou pelo mundo para entrevistar fazendeiros, filósofos e economistas que a partir de seus experimentos e criações, têm alcançado, com sucesso, importantes soluções para evitar o desgaste da terra.

Em 2010, foi o grande vencedor na categoria Melhor Documentário Estrangeiro da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.



TRILHAS DO SABOR

Documentário

Brasil, 2010/2011, 14 min, cor

Direção: Rusty Marcellini

Edição de trechos de programas da série Trilhas do Sabor, realizada pela Rede Minas semanalmente, mostrando histórias de tradições, cultura e saberes das cidades de Minas Gerais e provando que cultura gastronômica vai muito além da receita.



PROGRAMAÇÃO PARALELA



QUINTA, 15.09

VISITA À FEIRA AGROECOLÓGICA

Realizada só às quintas-feiras, é ocasião para conhecer a produção de frutas e hortaliças orgânicas, feita por produtores locais, beneficiários da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS).

Local: Praça do Pequizeiro, Vila Matutina (próximo ao Batalhão dos Bombeiros)

Horário: 16h às 20h





SEXTA, 16.09

DEGUSTANDO O CERRADO

Debate sobre os produtos do cerrado com produtores e especialistas, seguido de coquetel com frutos do cerrado elaborado por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Estadual de Goiás – UEG – Unidade Pirenópolis.

Horário: 9h30min

Local: Auditório da UEG

Valor: R$ 15,00

Reservas: (61) 8157.9333 ou carvalhofrances@hotmail.com





SÁBADO, 17.09

FARINHADA NA FAZENDA CUSTÓDIO SANTOS



A proposta é participar da produção artesanal de farinha de mandioca, valorizando a atividade dos produtores rurais e destacando a importância e a riqueza deste alimento. Um almoço com produtos agroecológicos encerra a atividade.

Horário: 8h30min

Local: Fazenda Custódio Santos, a 25 km de Pirenópolis.

Valor incluindo transporte: R$ 40,00 por pessoa

Número máximo de 25 participantes

Reservas: (62) 3331.1388/(62) 8142.0369 ou e-mail katia_karam@hotmail.com





DOMINGO, 18.09 - APRENDENDO COM SEU GERALDO

Visita à chácara Mar e Guerra para conhecer o trabalho realizado por seu Geraldo Veiga, personagem de filme inédito que será exibido na noite de abertura do festival. O passeio inclui um menu degustação com os produtos do local.

Horário: 10h

Local: Chácara Mar e Guerra (a  1 km do trevo de Pirenópolis)

Valor: R$ 20,00 por pessoa

Reservas: (62) 3331.2576 ou giu_musco@yahoo.fr



CAFÉ DA MANHÃ NA FAZENDA BABILÔNIA

Resgate antropológico da culinária goiana, acompanhado de visita à fazenda. Mais de 40 itens, feitos com produtos da própria fazenda, o café resgata receitas antigas, do Goiás rural.

Horário: 10h

Local: Fazenda Babilônia - GO 431 - Km 3

Valor: R$ 36,00 por pessoa

Reservas: (61) 3443-8891 e (61) 3242-9805 ou objetosim@gmail.com





VISITA AO SANTUÁRIO DE VIDA SILVESTRE VAGAFOGO

Preservação da natureza, educação ambiental, aproveitamento e beneficiamento de produtos de frutos do cerrado e produtos de agricultura orgânica, gastronomia, lazer, esporte de aventura, paz e qualidade de vida.

Horário: 9h às 17h

Valor: R$ 14,00 (passeio) e R$ 30,00 (brunch)

Informações: (62) 3335.8515 - Cel: (62) 9222.5471 e 9115.0376

http://www.vagafogo.com.br/



OFICINAS SENSORIAIS

Atividades lúdico-educativas serão desenvolvidas com os participantes do festival e nas escolas estimulando os sentidos para degustação de alimentos bons, limpos e justos.






SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO

Local: Cine Pireneus – cidade de Pirenópolis, Goiás
Data: 15 a 18 de setembro de 2011
ENTRADA FRANCA
Informações: (61) 3343. 8891

Assessoria de imprensa (informações exclusivas para jornalistas): Objeto Sim
Tel: (61) 3443. 8891/ Fax: (61) 3242. 9805
Carmem Moretzsohn: (61) 8142. 0111
Gioconda Caputo: (61) 8142. 0112
Maria Alice Monteiro: (61) 9831. 5090
Roberta Timponi: (61) 9211. 1414